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Exponho aqui um pouco daquilo que tem a ver com a minha produção diária. Cada publicação, uma novidade: poesias, notícias, pensamentos, reportagens…

No corpo, na alma e no coração RSS

Que tipo de país você quer para seu filho?

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 18/10/2010 às 7:40

Isaac Newton Ribeiro de Araújo (*)

Quando digo que estão em jogo projetos de Brasil com diferenças centrais e alerto para o fato de não podermos decidir simplesmente por Serra contra Dilma e vice-versa, como se fosse uma disputa entre duas pessoas, tenho muitas razões, entre elas a que venho expor aqui.

Foi comprovado o envolvimento da candidatura Serra com integralistas, nazifascistas, exatamente quem está financiando a divulgação de calúnias, injúrias e difamações contra a candidatura Dilma, inclusive utilizando ilegalmente o nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em milhões de panfletos apócrifos que vêm sendo distribuídos em igrejas e em todas as comunidades pobres do país.

Percebam, meus amigos, a que ponto chegaram. Utilizam a palavra de Deus para, mentindo, incitar o ódio, o preconceito, a desunião entre iguais. Sabia que a Polícia Federal apreendeu em uma gráfica paulista dois milhões de panfletos supostamente assinados pela seção Regional Sul 1 da CNBB? Sabia que o pedido inicial objetivava imprimir 50 milhões desse mesmo material, sujo, ilegal, escabroso, para, aproveitando-se da boa-fé do fies, declarar voto ao candidato José Serra? Pois é! Nem o Pai, o Filho e o Espírito Santo eles respeitam.

Não menos lamentável do que esse desafio à força de Deus, foi descobrir que os panfletos apreendidos foram impressos a pedido de Kelmon Luis da S. Souza, presidente da Associação Theotokos (www.theotokianos.org.br), cujo site está em nome da Casa de Plínio Salgado (www.pliniosalgado.org.br), centro integralista, nazifascista. Continue lendo este tópico »

Manuela d’Ávila: Uma análise inicial sobre o debate da Band

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 11/10/2010 às 19:49

Candidatos durante o primeiro debate do segundo turno das Eleições 2010, nos estúdios da TV Bandeirantes (Foto: Nelson Antoine/Fotoarena)

Candidatos durante o primeiro debate do segundo turno das Eleições 2010, nos estúdios da TV Bandeirantes (Foto: Nelson Antoine/Fotoarena)

Quero escrever algumas linhas sobre o que assisti no debate de ontem. Alguns exclamarão: “como assim?!? Ela já tem candidata! É óbvio que concordará com o que Dilma disse.” A esses respondo: me sinto com o mesmo direito de análise que tem, por exemplo, o jornal Estadão (a diferença é que eles declararam o voto em Serra após 60 dias de cobertura pretensamente neutra. Eu sou Dilma desde que ela é candidata).

Esse formato de debate não abre tanto espaço para a discussão de propostas concretas. São feitos para o enfrentamento de projetos. Talvez por isso não sejam muitos os votos disputados em debates. Alguns especialistas afirmam que os candidatos participam com dois objetivos centrais: o primeiro é condensar a base de apoio, dar argumentos para quem já decidiu o voto; o segundo é não perder votos. Eu incluiria outros: responder dúvidas legítimas dos eleitores; desconstruir determinadas imagens e opiniões.

Ontem gostei da participação de minha candidata no debate. Primeiro porque usou o espaço mais nobre da eleição, a televisão, para desconstruir a campanha baixíssima feita contra ela. Continue lendo este tópico »

Marcos Coimbra: A “última hora”

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 26/09/2010 às 20:17

Marcos Coimbra – Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi (Foto: Kátia Lombardi/Folha Imagem)

Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi (Foto: Kátia Lombardi/Folha Imagem)

Neste domingo, a apenas uma semana da eleição presidencial, temos uma parte menor do sistema político, uma parte importante (mas minoritária) da sociedade e a maioria da “grande imprensa” em torcida animada para que a “última hora” faça com que os prognósticos a respeito de seu resultado não se confirmem.

É natural que todos os candidatos, salvo Dilma, queiram que alguma reviravolta aconteça. Os três partidos que dão apoio a Serra, o PV de Marina Silva, os pequenos partidos de esquerda, todos torcem pelo “fato novo”, a “bala de prata”, algo que a golpeie. Do outro lado, a ampla coligação que Lula montou para sustentar sua candidata (e que formará, ao que tudo indica, a maioria do próximo Congresso) espera que nada altere o quadro.

Hoje, Dilma lidera em todas as regiões do país, jogando por terra as análises que imaginavam que as eleições consagrariam um fosso entre o Brasil “moderno” e o “atrasado”. Era o que supunham aqueles que leram, sem maior profundidade, as pesquisas, e acreditavam que Serra sairia vitorioso no Sul e no Sudeste, ficando com Dilma o voto do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste. Não é isso que estamos vendo.

Ela deve vencer em todos os estados, em alguns com três vezes mais votos que a soma dos adversários. Vence na cidade de São Paulo, na sua região metropolitana e no interior do estado. Lidera o voto das capitais, das cidades médias e das pequenas. É a preferida dos eleitores que residem em áreas rurais. Continue lendo este tópico »

Redação escrita por mim no Concurso CAERN 2010

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 25/04/2010 às 19:51

O comando da prova de redação apresentava uma história do dia 22 de março – Dia Internacional da Água, disponível em meninomaluquinho.educacional.com.br, e pedia a elaboração de “um texto dissertativo, usando entre 25 e 30 linhas, discutindo como é possível oferecer água potável a todos os povos do planeta”. Segue abaixo a minha produção:

A baixa disponibilidade de água potável já é um problema de proporção global. Nos diferentes continentes, países ricos e pobres carecem desse recurso indispensável à sobrevivência da humanidade e ao planeta. Nesse sentido, as medidas a serem tomadas para solucionar essa questão devem necessariamente envolver o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil.

Pode parecer contraditório, mas todos sabemos que o mundo dispõe de muita água, quantidade suficiente para não ser motivo de preocupação. Ocorre, entretanto, que por não valorizarem devidamente, as indústrias muitas despejam resíduos químicos em rios e afins, as populações jogam lixo em córregos, além de exagerarem no seu consumo, e o Estado, por sua vez, não exerce rigorosamente seu papel fiscalizador, a fim de coibir abusos, nem universaliza o saneamento básico. Continue lendo este tópico »

Golpista hondurenho desmente mídia brasileira

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 04/10/2009 às 16:00

Vinícius Wu*

Presidente constitucional de Honduras, José Manuel Zelaya (Foto: AFP)

Presidente constitucional de Honduras, José Manuel Zelaya (Foto: AFP)

A declaração de ontem do autodenominado presidente interino de Honduras, o golpista Roberto Micheletti, ao jornal argentino “Clarin”, desmoraliza a cobertura da “crise em Honduras” realizada por alguns dos principais órgãos de imprensa do Brasil. Foi o próprio golpista hondurenho quem declarou: “Tiramos Zelaya por seu esquerdismo e corrupção. Ele foi presidente, liberal, como eu. Mas se tornou amigo de Chavez, Correa e Evo Morales”. Segundo Micheletti, o presidente eleito, Manuel Zelaya, preocupou as autoridades hondurenhas, pois “se tornou esquerdista” e convidou “comunistas” para seu governo. Estes foram os motivos do golpe segundo seu principal artífice.

A esmagadora maioria das matérias veiculadas nos jornais impressos e telejornais brasileiros iniciam ou terminam seus textos com ressalvas do tipo: “o presidente deposto, Manuel Zelaya, que pretendia alterar a Constituição para se manter no poder” ou “Manuel Zelaya deposto após tentar aprovar sua reeleição”. A informação, repetida mil vezes por aqui, era que Zelaya queria aprovar sua reeleição, contrariando a constituição, e, por isso, havia sido derrubado. Esqueceram-se, apenas, de combinar o discurso com o golpista Micheletti. Continue lendo este tópico »

Bullying não é brincadeira

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 20/09/2009 às 12:20

Luana Ferreira – Repórter

Risadinhas de mau gosto, apelidos, cochichos, xingamentos podem provocar danos irreparáveis pelo resto da vida (Foto: Arquivo/Nominuto.com)

Risadinhas de mau gosto, apelidos, cochichos, xingamentos podem provocar danos irreparáveis pelo resto da vida (Foto: Arquivo/Nominuto.com)

Joana tinha 13 anos e era uma das mais quietas e bem comportadas da turma. Era novata na escola, mas já colecionava alguns bons amigos. Brincava mas também queria namorar, como todas as garotas da sua idade, e pensava no futuro: queria ser médica ou advogada.

Vez por outra, algo atrapalhava a sua rotina de adolescente: por causa de uma deficiência na perna e nos lábios – consequência de um parto a fórceps mal conduzido, percebia no fundo da sala de aula dedos apontados para ela, risadas suspeitas, palavras cochichadas.

Com o tempo, os apelidos ficaram mais claros, mais frequentes e ela identificou a origem: Rafael, também novato, também bem comportado. A professora pedia silêncio. Joana resolveu protestar, levou o caso para a diretoria e ficou acertada uma conversa com os pais dos dois.

Mas a medida teve efeito contrário, os xingamentos ficaram mais insistentes até o ponto em que ela não conseguiu mais suportar. Armada de uma faca que trouxera de casa, conseguiu golpear Rafael pelas costas. Depois empalideceu, ficou muda e só conseguiu emitir uma frase na presença dos policiais: “Eu queria matá-lo”.

A história foi inspirada livremente no caso ocorrido semana passada em um colégio público do Alecrim, em Natal, e que chamou atenção da sociedade para um tipo de violência tão silenciosa quanto perigosa: o bullying. Continue lendo este tópico »

Ninguém tem o dever de se auto-incriminar

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos, Direito | 11/08/2009 às 15:43

Luiz Fernando Boller – Juiz diretor do Foro de Tubarão (SC)

“Afastar-se o condutor do veículo do local do acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída: Penas: detenção, de seis meses a um ano, ou multa.” (art. 305, da Lei nº 9.503, de 23/09/1997 – Código de Trânsito Brasileiro). Referido delito é denominado de fuga à responsabilidade. A Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica, de 1969), em seu artigo 8º, declara: “(…) Ninguém é obrigado a fazer prova contra si mesmo, a declarar contra si mesmo, ou seja, a auto-incriminar-se”.

A responsabilidade civil ou criminal do indivíduo que causa um acidente de trânsito não depende de sua não evasão do local. O fim da norma incriminadora em pauta é perfeitamente alcançável através da aplicação da lei civil (que atribua ao agente responsabilidade pela reparação dos danos que tiver causado) e da lei penal (que descreva como crime a conduta praticada pelo agente envolvido no acidente de trânsito), sem que seja necessária a incriminação da fuga do local. Continue lendo este tópico »