Lúcio Flávio Pinto talvez seja hoje o jornalista mais respeitado e destemido da Região Norte. Ele é o solitário redator do Jornal Pessoal, empreitada independente, que não aceita anúncios e tem tiragem quinzenal de 2 mil exemplares. Há 17 anos, os representantes da família Marinho no Pará (O Liberal) perseguem-no de forma implacável. Ronaldo Maiorana, um dos donos do Grupo Liberal já emboscou Lúcio por trás, num restaurante, e espancou-o com a ajuda de dois capangas da Polícia Militar. Agora, um juiz do Pará condenou Lúcio Flávio a pagar 30 mil reais aos irmãos Maiorana. O artigo é de Idelber Avelar.
Para vários amigos e amigas, imagino ser esta a primeira vez em que se vê tão perto de um golpe de Estado. O sequestro e deposição do presidente hondurenho, Manuel Zelaya, refletem uma realidade nunca distante dos países latino-americanos.
O ex-presidente de Cuba Fidel Castro pediu, neste domingo, que não se negocie com os militares que derrubaram o presidente de Honduras, Manuel Zelaya. O líder cubano cobrou a renúncia da cúpula militar. Segundo ele, os golpistas “não têm salvação possível”, já que até o governo norte-americano reconheceu Zelaya “como único presidente de Honduras”.
Precatados com a experiência vivida em outros países, e criativa como soe acontecer, não querendo reproduzir os clássicos golpes de Estado nem apelos a secessão nem a magnicídios, mas fortemente apoiada nos meios de comunicação, setores empresariais, estamentos religiosos, grandes proprietários, meios financeiros decidem manejar seus fortes vínculos com as instituições e dar cobertura legal as suas pretensões golpistas em Honduras.
É fato que o embaixador dos EUA em Honduras, Hugo Llorens, afirmou que seu país só reconhece Manuel Zelaya como único presidente legítimo do país e condena o golpe. Mas nunca devemos esquecer que os golpistas latino-americanos podem ser qualquer coisa, menos autodidatas.
A Revista Veja publicou em setembro de 2008, um artigo da escritora Lya Luft, intitulado “O que valem as medalhas?”, porém ela me parece tê-lo escrito com a silhueta de Diego Hipólito chorando e pedindo desculpas, por isso, talvez, peque por excessos de emoção. O valor das medalhas, por sua vez, levanta os pontos principais abordados por Luft e evidencia uma outra realidade, bem mais otimista.
Tramita no Senado Federal um projeto de lei que determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos em escolas públicas, mas para que seja aprovado o povo precisa conhecê-lo e assumir-se como parte interessada.