Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Caderno de Aulas | 17/11/2009 às 22:43
Hoje (17/11) em prova da disciplina de Ciência Política e Fundamentos da Economia, ministrada pelo professor Rubens Pinto Lyra, na Universidade Potiguar, fui questionado se a intervenção do Presidente Barack Obama na economia durante a recente crise econômica, chegando inclusive a comprar ações de bancos, era uma medida neoliberal.
Nessa etapa do semestre, havíamos estudado as teorias de Hobbes e Locke, discutido sobre liberalismo, neoliberalismo e por vezes o assunto “crise econômica” esteve em pauta, de modo que esse tipo de pergunta era de se esperar. Enfim, dei a seguinte resposta: Continue lendo este tópico »
Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Caderno de Aulas | 01/09/2009 às 10:36
Nesta terça-feira, 1º de setembro, alguns alunos do curso de Direito, na Universidade Potiguar, farão prova da disciplina Ciência Política e Fundamentos da Economia, ministrada pelo professor Rubens Pinto Lyra.
Se você é um desses estudantes e está querendo levantar a moral com os pais e com a(o) namorada(o) precisa apenas responder o questionário que segue, elaborado com base nos questionamentos feitos pelo próprio professor em sala de aula e nos temas por ele enfatizados. Continue lendo este tópico »
Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 22/07/2009 às 6:11

"As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social."
Leitor assíduo do portal Adital, li, em 2006, o artigo “Consumo, logo existo”, de Frei Beto, pelo qual o escritor fala sobre o nosso valor e nossos valores na chamada sociedade de consumo. Esse ótimo texto recebi recentemente por emeio e não menos atualizado aproveito para compartilhar com você.
Frei Beto*
22/09/2006
Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças. “Quem trouxe a fome foi a geladeira”, disse. O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.
É próprio do humano – e nisso também nos diferenciamos dos animais – manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico. Continue lendo este tópico »
Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 27/10/2008 às 11:32
Maria Dirlene Trindade Marques – Professora da UFMG e conselheira do Conselho Federal de Economia
01/04/2008

Havana, capital de Cuba
Participei de um grupo de mineiros que esteve em Cuba do dia 20 de janeiro a 5 de fevereiro de 2008, nas Brigadas de Solidariedade. A carta renúncia de Fidel e os comentários da imprensa e das diversas pessoas que encontro, me levaram a escrever este texto, considerando o que vivi, vi, ouvi, observei e estudei. Influenciadas (os) pela intensa propaganda na imprensa, fomos a Cuba procurando a miséria e a ditadura. E, no nosso subconsciente, o povo deveria ser muito passivo e muito bronco, para manter uma ditadura de 49 anos. E o que encontramos?
Tivemos um choque, pois encontramos um povo com um nível cultural bem acima da media do povo brasileiro. Tivemos liberdade de ir e vir, de bisbilhotar, entrar em todos os lugares e de conversar com todos. Alias, até de forma muito invasiva, entravamos nas casas, nas escolas infantis, nos muitos museus. Procurávamos crianças e adultos de pés no chão, mendigando, dormindo debaixo de marquises, casas miseráveis. Só então entendemos a verdade do outdoor próximo ao aeroporto: “Esta noite, 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma é cubana”. Outro: “A cada ano, 80 mil crianças morrem vitimas de doenças evitáveis. Nenhuma delas é cubana”. Sabemos que milhares delas são brasileiras, a 8ª economia do mundo. Continue lendo este tópico »
Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 28/08/2005 às 23:40
“A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos”, disse o senador Jorge Bornhausen (PFL). Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio – de fascistas e banqueiros – é usual referir-se ao povo dessa maneira – são “negros”, “pobres”, “sujos”, “brutos”.
Emir Sader*
“A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos” (Jorge Bornhausen, senador racista e banqueiro do PFL)
O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares, do governo Collor, do governo FHC, do governo Bush, revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma – recheada de lucros bancários e ressentimentos.
Repulsivo, não por ser loiro, proveniente de uma região do Brasil em que setores das classes dominantes se consideram de uma raça superior, mas por ser racista e odiar o povo brasileiro. Ele toma o embate atual como um embate contra o povo – que ele significativamente trata de “raça”. Continue lendo este tópico »
Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 22/08/2005 às 19:38
Ueltom Lima Gomes*
Nos seus 68 anos de vida, a União Nacional dos Estudantes se firmou como porta-voz das lutas contra as injustiças sociais, pela defesa de um Estado laico que cumprisse um programa democrático e popular. Desde a luta contra a opressão do governo varguista, pela implementação de uma universidade livre, formadora de ciência e de opinião crítica, passando pelos duros embates contra a ditadura militar e contra a privatização da educação feita durante a década de 1990, a UNE não se furtou ao papel de entidade de luta e de mobilização social.
Nas últimas semanas, a grande mídia aumentou o tom e o conteúdo de seu ataque aos movimentos sociais. A cada dia esses veículos se mostram mais dissimulados e caluniosos.
Tentam tachar a UNE de “chapa branca”, defensora do governo Lula e, ao mesmo tempo, insistem em esconder nossas posições contra a corrupção e a política econômica. Continue lendo este tópico »