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Exponho aqui um pouco daquilo que tem a ver com a minha produção diária. Cada publicação, uma novidade: poesias, notícias, pensamentos, reportagens…

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Que ao menos na sala de aula prevaleça a verdade!

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Caderno de Aulas | 15/10/2010 às 2:16

Ontem (14), na universidade privada onde sou acadêmico do 4º período do Curso de Direito, em sala de aula, ocorreu um fato lamentável. Quando o professor de Direito Empresarial I discorria sobre linhas de financiamento, citando inclusive as dificuldades que as microempresas enfrentavam para conseguir crédito no Banco do Nordeste, pedi a palavra, e, sem fazer qualquer uso eleitoral da ocasião (sem citar nomes, partidos ou políticos envolvidos), a título de exemplo, fiz a seguinte afirmação:

- “Professor, o extraordinário já aconteceu. Naquela época do leilão das telecomunicações, uma empresa com R$ 1.000,00 (mil reais) de capital conseguiu financiar R$ 800 milhões.”

Numa atitude infeliz, o ilustre docente retrucou:

- “E de quem era a empresa?”

Confesso que não esperava aquela indagação, mas tão imediatamente quanto a pergunta respondi:

- “De um sócio do Serra!”

Replicou o mestre:

- “De um filho de Lula.”

E como em qualquer vale-tudo, os torcedores foram ao delírio ao ver um dos lutadores “pedir água” (render-se) diante do golpe desferido pelo oponente. Festa nas arquibancadas.

- “Mas não era na sala de aula?”, pergunta um leitor mais atento.

Realmente, embora o desfecho obscurecesse o cenário, percebíamos ali alguns bancos universitários, e gente querendo aprender.

Por esse motivo, considerando também a idade de boa parte dos alunos, muitos dos quais nasceram na década de 90, senti-me na obrigação cívica de elucidar, em poucas linhas, aquele momento histórico (a privatização das telecomunicações), valendo-me de fonte isenta (o portal do BNDES), e o desdobramento de uma investigação que resultou na responsabilização, pelo Banco Central do Brasil, do senhor Ricardo Sérgio de Oliveira, que em 1998 foi caixa das campanhas de Fernando Henrique Cardoso, para a Presidência, e de José Serra, para o Senado.

A constatação a que chegou aquele órgão público então “subordinado” ao próprio FHC foi equivocadamente distorcida pelo professor, que a confundiu com a insinuação noticiada pela Revista Veja, publicação do Grupo Abril, cujos interesses político-ideológicos são amplamente conhecidos, de que o senhor Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria influenciado o investimento de R$ 5 milhões da Telemar numa empresa de tecnologia da informação, da qual Fábio Luís possui(ía) cotas, além de enriquecer ilicitamente, suposições que minguaram ao tempo da notícia, fabricadas com intuito de derrubar um governo legitimamente eleito, e que nem mesmo José Serra e aliados as requentaram nestas eleições por tão infundadas que eram.

Por oportuno, republico as matérias, expressões da verdade, encaminhadas aos amigos de curso. Continue lendo este tópico »

Editorial da Revista Cartorze: A marcha fúnebre da Prefeitura de Natal

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Política | 17/07/2010 às 20:02

A maledicência da internet já apregoa: “Micarla, jogue na Mega Sena, talvez assim você consiga pagar as dívidas da prefeitura”. É estarrecedor notar a situação atual da nossa cidade, seja na parte financeira, seja na própria administração. Em Natal, elevadores parados porque não pagaram o aluguel dos prédios, eventos culturais cancelados por conta de calotes passados e, agora, para completar, artistas sem receber a premiação do Salão de Artes Visuais. A situação está num nível tão baixo que já se tornou banal.

A gestão atual parece jogar a favor dos maledicentes. Mesmo quando não se quer criticar Micarla, ela dá motivos para tal. Nos bastidores da imprensa, fala-se de uma tendência ao masoquismo da nossa prefeita-borboleta. Ela parece gostar que batam na prefeitura. O descontrole, a gestão sem um mínimo de planejamento, os absurdos – como a brilhante iniciativa de cortar a árvore da cidade – levam a situações extremas como a atual, onde se opera no jargão “devo, não nego, pago quando puder”.

A grande questão disso tudo é saber para aonde, de fato, vão os suados reais que cada um de nós paga de imposto. Já que o dinheiro, aparentemente, não está onde deveria. Tributos esses, aliás, que estão presentes praticamente em todos os momentos de nossa vidas, seja quando vamos comprar um pãozinho na padaria, seja quando precisamos pegar um ônibus para chegar ao trabalho. Não é de se imaginar que, a qualquer momento, inicie-se um jogo, semelhante ao famigerado “Onde Está Wally“, fazendo, essa mesma pergunta, sobre o dinheiro dos nossos impostos que nunca vemos ser aplicados. Continue lendo este tópico »

Brasília ganha novo hino feito pelo rapper GOG

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Entretenimento | 21/04/2010 às 20:31

GOG - O Hip-Hop em grande estilo!

Arte: Divulgação

GOG, o Poeta do Rap Nacional, volta à cena em “grande estilo”. Dessa vez, o rapper lança Outros 50!, um novo “hino” para a Capital Federal, que hoje completa 50 anos. Segundo o poeta, “essa versão da história nunca foi cantada antes”.

Sempre antenado aos fatos sociais, GOG havia escrito no final do ano passado Ponto Phinal, uma crítica com rimas contundentes ao escândalo de corrupção no DF envolvendo a cúpula administrativa do governo, inclusive o então Governador José Roberto Arruda (DEM).

Natural de Brasília, Genival Oliveira Gonçalves (o GOG) nasceu na cidade satélite de Sobradinho, Distrito Federal, em 1965.

Ouça

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Com rimas contundentes, Gog escreve sobre o escândalo de corrupção no DF

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Entretenimento | 26/12/2009 às 14:39

Nesta nova música, o poeta do rap nacional concentra suas críticas em cima do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) (Foto: Divulgação)

Nesta nova música, o poeta do rap nacional concentra suas críticas em cima do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) (Foto: Divulgação)

Gog, o poeta do rap nacional, acaba de concluir sua mais nova letra: Ponto Phinal. Recém divulgada, a música já está circulando nas redes sociais e em vários portais na internet.

Ponto Phinal é uma espécie de continuação da consagrada música “Brasil com P”, que possui duas partes (duas músicas, na verdade), com uma característica particular que levanta a curiosidade do público e revela o talento do compositor rapper: todas as palavras iniciam com a letra “P”.

Nesta nova música, Gog concentra suas críticas em cima do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, acusado de ser o comandante do esquema de corrupção no GDF, levado à tona através da operação da Polícia Federal, denominada Caixa de Pandora.

De forma bastante inteligente, Gog questiona o porquê da distribuição de Panetones para a população carente (argumento utilizado pelo Governador do DF para justificar o recebimento de grande quantia em dinheiro) ao invés de realizar “pavimentação pública, paradas, pontes, pistas, postes”. Continue lendo este tópico »

Saiba quem são as pessoas, partidos e empresas acusadas de participar de esquema no DF

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Política | 01/12/2009 às 23:08

Alex Rodrigues – Repórter

De braços dados com o Senador José Agripino Maia (DEM), o Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, fala com jornalistas após encontro no Palácio das Mangabeiras. À direita, o Governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) (Foto: Wellington Pedro/Imprensa MG)

De braços dados com o Senador José Agripino Maia (DEM), o Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, fala com jornalistas após encontro no Palácio das Mangabeiras. À direita, o Governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) (Foto: Wellington Pedro/Imprensa MG)

Nos depoimentos que prestou aos promotores de Justiça Sérgio Bruno Cabral Fernandes e Clayton da Silva Germano, do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) e Territórios, o ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, acusa mais de 30 pessoas e várias empresas de participarem do esquema de desvio e distribuição de recursos públicos à base aliada do governador José Roberto Arruda (DEM).

Alegando temer ser apontado como chefe do esquema criminoso comandado, segundo ele, pelo próprio governador, Barbosa entregou aos promotores 30 fitas de vídeo que gravou enquanto negociava ou distribuía aos destinatários, supostamente indicados por Arruda, parte da propina paga por empresas que prestavam serviços ao governo do Distrito Federal. Entre as empresas citadas, estão a Combral, do secretário de governo José Humberto, a Info Educacional, a Vertax, a Adler, a Linknet, o Grupo TBA, entre outras.

Além disso, Barbosa entregou aos investigadores uma quantidade de documentos que reforçariam suas acusações contra o governador, seu vice, Paulo Octávio (DEM), secretários de governo, deputados distritais, integrantes da equipe de governo, um conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal e várias outras pessoas, entre elas o filho de Arruda, Marcos Sant’anna Arruda, apontado como um dos sócios de uma empresa contratada pela Codeplan na época em que esta era presidida por Barbosa, já então um aliado político de Arruda.

Abaixo, a Agência Brasil elenca alguns dos nomes apontados por Barbosa, que, pela gravidade das acusações, teve que ser colocado no Programa de Proteção à Testemunha. Por meio de sua assessoria, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) destacou que todos os citados estão sendo investigados, mas que, até o momento, ninguém foi indiciado e que ainda não há elementos conclusivos sobre a eventual participação de qualquer um deles no suposto esquema. Arruda não está na lista, porque já é o principal acusado por Barbosa. Continue lendo este tópico »

O Príncipe, de Nicolau Maquiavel

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Downloads, Livros | 11/02/2009 às 13:33

Clássico da literatura política, esta obra é interessante para todos os cidadãos e fundamental para estudantes e profissionais do Direito, Ciências Sociais, História, Administração e Economia, entre outros. Questões como a conquista do poder, a preservação do mando e os cuidados para não perdê-lo são estudadas por Maquiavel, ao lado de outros temas secundários – mas também extremamente importantes -, como alianças políticas, Estado e povo, política interna e externa, corrupção, nepotismo e favorecimento.

Fonte: Livraria Última Instância

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  • Idioma: Português

Download: MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe.

A cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto, não configura violação aos direitos de autor e aos que lhe são conexos, conforme disposição do art. 184, § 4°, do Código Penal.

O povo tem o governo que merece(?) (ou o circo está na cidade)

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 07/10/2008 às 22:47

Quando escutei este ditado pela primeira vez relutei em acreditar e o deixei adormecido sem dar muita importância. Mas hoje, quando as urnas foram abertas, este título veio à tona como uma realidade implacável, comparável ao surpreendente e inédito resultado das eleições municipais em Natal.

Assistimos perplexos, numa mesma noite enquanto as urnas se revelavam, à resposta popular ao apelo de um produto da mídia de um lado e do outro, à rejeição pautada no preconceito e na intolerância, ao melhor estilo reacionário.

O pleito foi definido, assim como o resultado das apurações, rapidamente, no primeiro turno, fato nunca visto. Vimos também seis, dentre treze vereadores indiciados por corrupção, quero dizer: de ter recebido dinheiro do sindicato da construção civil para votar contra o plano diretor, ou seja, contra a cidade e todos nós, com o patrocínio do Sinduscon (ou seria o Sindicato do Crime?), serem reeleitos para nos representar por mais quatro anos. É “impactante”, mas entre os envolvidos está o vereador Dickson Nasser, Presidente da Câmara (ou seria o chefe da quadrilha?). Os outros vereadores que darão continuidade na formação do quadro parlamentar (ou seria na formação de quadrilha?) são os Excelentíssimos Senhores: Adenúbio Melo, Emilsom Medeiros, Adão Eridan (ou seria L’Adrão Eridan?), Aquino Neto e Júlio Protásio (ou seria o astuto mascote da quadrilha?). E, já ao final da noite, uma estrela cadente cruzou todo o céu da cidade e apagou-se lenta e silenciosamente, mas não se tinha mais forças ou esperanças para lembrar que, quando isto acontece, fazemos um pedido. Acredito que, para muitos, esta foi uma longa, triste e “insoniante” noite que anunciará dias de muitas incertezas. Continue lendo este tópico »