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Exponho aqui um pouco daquilo que tem a ver com a minha produção diária. Cada publicação, uma novidade: poesias, notícias, pensamentos, reportagens…

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Cerca de 70% das crianças envolvidas com bullying sofrem castigo corporal em casa, mostra pesquisa

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Educação | 30/08/2011 às 13:26

Priscilla Mazenotti

Cerca de 70% das crianças e adolescentes envolvidos com bullying (violência física ou psicológica ocorrida repetidas vezes) nas escolas sofrem algum tipo de castigo corporal em casa. É o que mostra pesquisa feita com 239 alunos de ensino fundamental em São Carlos (SP) e divulgada hoje (30/8) pela pesquisadora Lúcia Cavalcanti Williams, da Universidade Federal de São Carlos.

Do total de entrevistados, 44% haviam apanhado de cinto da mãe e 20,9% do pai. A pesquisa mostra ainda outros tipos de violência – 24,3% haviam levado, da mãe, tapas no rosto e 13,4%, do pai. “As nossas famílias são extremamente violentas. Depois, a gente se espanta de o Brasil ter índices de violência tão altos”, disse a pesquisadora, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados que debateu projeto de lei que tramita na Casa e que proíbe o uso de castigos corporais ou tratamento cruel e degradante na educação de crianças e adolescentes.

Segundo ela, meninos vítimas de violência severa em casa têm oito vezes mais chances de se tornar vítimas ou autores de bullying. “O castigo corporal é o método disciplinar mais antigo do planeta. Mas não torna as crianças obedientes a curto prazo, não promove a cooperação a longo prazo ou a internalização de valores morais, nem reduz a agressão ou o comportamento antissocial”, explicou. Continue lendo este tópico »

Políticas públicas eficientes e desarmamento ajudam na redução de homicídios no Brasil

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Cotidiano | 30/03/2010 às 23:19

Elaine Patricia Cruz – Repórter

O número de homicídios no país apresenta uma tendência de queda pela primeira vez na história recente. Se até 2003 a taxa de homicídios crescia a cerca de 5% ao ano, chegando ao número de 51.043 mortes, a partir de então a tendência é de redução. Em 2007 caiu para 47.707 mortes. Esses números fazem parte do estudo Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil, que foi apresentado hoje (30) em São Paulo.

Segundo o autor do estudo, Julio Jacobo Waiselfisz, do Instituto Sangari, um dos motivos que explicam essa queda na taxa de homicídios a partir de 2003 foi a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, que estimulou a entrega voluntária de armas e passou a haver mais controle sobre o porte delas. “Em 75% dos casos, os homicídios são cometidos com arma de fogo”, explicou. Continue lendo este tópico »

Homicídios no país se concentram em homens, jovens, negros e pobres

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Cotidiano | 30/03/2010 às 22:51

Elaine Patricia Cruz – Repórter

Homens com idade entre 15 e 24 anos, negros e pobres são as maiores vítimas de violência no Brasil. A conclusão consta do estudo Mapa da Violência 2010 – Anatomia dos Homicídios no Brasil divulgado hoje (30), em São Paulo, pelo Instituto Sangari que analisa dados coletados entre os anos de 1997 e 2007. Segundo o estudo, em mais de 92% dos casos de homicídio no Brasil as vítimas são homens. Em 2007, por exemplo, para cada mulher vítima de homicídio no país, morreram 12 homens. Neste mesmo ano, faleceram 3.772 mulheres e 43.886 homens.

Os maiores índices de mortes violentas também estão concentrados na população jovem, entre 15 e 24 anos. Só no ano de 2007 mais de 17,4 mil jovens foram assassinados no Brasil, o que representou 36,6% do total ocorrido no país. O estado que apresentou o maior crescimento na taxa de assassinatos de jovens entre 1997 e 2007 foi Alagoas, que passou de 170 mortes em 1997 para 763 mortes dez anos depois (crescimento de 348,8%). Por outro lado, São Paulo foi o estado que apresentou a maior queda (-60,6%), passando de 4.682 mortes em 1997 para 1.846 óbitos em 2007. Continue lendo este tópico »

Bullying não é brincadeira

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 20/09/2009 às 12:20

Luana Ferreira – Repórter

Risadinhas de mau gosto, apelidos, cochichos, xingamentos podem provocar danos irreparáveis pelo resto da vida (Foto: Arquivo/Nominuto.com)

Risadinhas de mau gosto, apelidos, cochichos, xingamentos podem provocar danos irreparáveis pelo resto da vida (Foto: Arquivo/Nominuto.com)

Joana tinha 13 anos e era uma das mais quietas e bem comportadas da turma. Era novata na escola, mas já colecionava alguns bons amigos. Brincava mas também queria namorar, como todas as garotas da sua idade, e pensava no futuro: queria ser médica ou advogada.

Vez por outra, algo atrapalhava a sua rotina de adolescente: por causa de uma deficiência na perna e nos lábios – consequência de um parto a fórceps mal conduzido, percebia no fundo da sala de aula dedos apontados para ela, risadas suspeitas, palavras cochichadas.

Com o tempo, os apelidos ficaram mais claros, mais frequentes e ela identificou a origem: Rafael, também novato, também bem comportado. A professora pedia silêncio. Joana resolveu protestar, levou o caso para a diretoria e ficou acertada uma conversa com os pais dos dois.

Mas a medida teve efeito contrário, os xingamentos ficaram mais insistentes até o ponto em que ela não conseguiu mais suportar. Armada de uma faca que trouxera de casa, conseguiu golpear Rafael pelas costas. Depois empalideceu, ficou muda e só conseguiu emitir uma frase na presença dos policiais: “Eu queria matá-lo”.

A história foi inspirada livremente no caso ocorrido semana passada em um colégio público do Alecrim, em Natal, e que chamou atenção da sociedade para um tipo de violência tão silenciosa quanto perigosa: o bullying. Continue lendo este tópico »

Eloá. O que as mídias e os especialistas não discutem

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 21/10/2008 às 21:19

Sandra Raquew dos Santos Azevedo – Jornalista
18/10/2008

Há menos de 24h do trágico desfecho do seqüestro de Eloá Cristina Pimentel, por Lindemberg Alves, todos atônitos procuramos “compreender” via mediação dos meios de comunicação social e de especialistas da segurança pública, psicólogos, e outros, um fato presente cotidianamente no noticiário: o assassinato de mulheres.

Muitas são as explicações que tentam dar conta do comportamento do jovem, cujo perfil durante o processo de negociação fora retratado pelos meios como de um rapaz tranqüilo, trabalhador, que tinha planos para casar. “Dificuldade de lidar com as frustrações”; “comportamento passional”, “de tolerância muito baixa às frustrações”, entre outros argumentos são discutidos publicamente em jornais, sites, rádio, enfim, em todo processo de agendamento desta lamentável crônica de mais uma tragédia midiatizada. Continue lendo este tópico »

Baixaria na TV

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Jornalismo | 16/10/2004 às 13:30

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, presidida pelo deputado Orlando Fantazzini (PT-SP), está realizando um movimento em protesto contra a baixa qualidade dos programas de TV que exploram a miséria humana e semeiam terror e violência junto ao público, especialmente infantil.

A campanha determina o dia 17 de outubro como o Dia Nacional de Mobilização Contra a Baixaria na Televisão Brasileira. Neste dia os/as telespectadores/as deverão desligar os aparelhos de TV por uma hora das 15h às 16h. Participe!

Barbárie para vender

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 05/05/2004 às 0:39

Propaganda Machista e Violenta - Anúncio publicado em 29 de abril no jornal Tribuna do Norte

Anúncio publicado em 29 de abril no jornal Tribuna do Norte

Antonino Condorelli

Ematomas, arranhões, esparadrapos tampando feridas… O rosto de uma mulher espancada, o rosto de milhares, milhões de brasileiras que todo dia, nos seus próprios lares, sofrem a mais covarde forma de violência: a doméstica.

Mas este rosto não é a foto de uma matéria de jornal sobre violência contra a mulher. É a propaganda de uma concessionária de carros de Natal (RN), a Via Costeira, produzida pela agência de publicidade Lumina e publicada na edição de 29 de abril do jornal Tribuna do Norte, um dos dois diários de maior difusão no Rio Grande do Norte. A logomarca que aparece no anúncio é a da Volkswagen, multinacional alemã da qual a Via Costeira é concessionária. A propaganda mostra este rosto de mulher espancada com a chamada: “Mecânica, funilaria e pintura Via Costeira. Tá na cara que precisa”. Continue lendo este tópico »