Pode ter havido fraude na transcrição de conversa grampeada entre Dilma e Lula

Desde o dia 16 de março de 2016, data em que um juiz “vazou” o áudio de conversa telefônica (grampeada) entre Dilma Rousseff e Lula, suspeitei da fidelidade da sua transcrição, assinada pela Equipe de Análise do Grupo de Trabalho da Lava Jato na Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal no Paraná.

Depois de ouvi-la inúmeras vezes, até mesmo reduzindo em 50% a velocidade do diálogo, estou convencido de que a degravação é falha, podendo dizer, inclusive, que, se dolosa (intencional), é fraudulenta, alterada com o fim de induzir a erro o juiz, caracterizando o ilícito tipificado no art. 347 do Código Penal.

Eis que onde se lê “junto com o PAPEL, pra gente ter ele, e só USA em caso de necessidade, que é o TERMO DE POSSE”, frase que teria sido dita por Dilma na conversa interceptada, precisa seria a seguinte transcrição: “junto com o PAPEL, pra gente ter ele, e só USO em caso de necessidade, que é o TERMO DE POSSE”.

Perceba que a correta transcrição acabaria com qualquer dúvida sobre a pretensão do Planalto ao levar o termo de posse ao ex-presidente.

Na versão degravada, a forma verbal “USA” poderia se referir a “gente” (o Governo), valendo-se da figura de construção denominada zeugma, ou a “você”, valendo-se da elipse.

Cabe ressaltar que esta última hipótese, porém, foi comprovadamente desmentida, uma vez que o termo de posse não estava assinado pela Presidenta da República, ou seja, não teria qualquer serventia jurídica somente com a assinatura de Lula, então nomeado Ministro de Estado Chefe da Casa Civil.

Por sua vez, considerando o que realmente disse a Presidenta Dilma, o predicado iniciado com a forma verbal “USO” pode ter apenas um sujeito implícito (eu), isto é, a Presidenta, e jamais Lula.

Tudo isso só reforça a existência de uma trama política-jurídica-policial-midiática para derrubar ilegalmente a Presidenta Dilma Rousseff, em explícito golpe contra a democracia e a Constituição Federal brasileira.


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