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Fidel diz que golpistas de Honduras não têm “salvação”

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos, Política | 29/06/2009 às 17:29

O líder cubano Fidel Castro, de chapéu, ao lado do presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, em foto tirada em 4 de março (Foto: Reuters)

O líder cubano Fidel Castro, de chapéu, ao lado do presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, em foto tirada em 4 de março (Foto: Reuters)

Em um texto publicado por volta da meia-noite, na página oficial Cuba Debate, Fidel recomendou não ceder nenhum milímetro ante os militares e setores da oposição que apoiaram o golpe contra Zelaya. “Com esse alto comando golpista não se pode negociar, é preciso exigir sua renúncia e que outros oficiais mais jovens e não comprometidos com a oligarquia ocupem o comando militar, ou não haverá jamais um governo “do povo, pelo povo, para o povo” em Honduras”, escreveu.

“Os golpistas, encurralados e isolados, não têm salvação possível”, acrescentou. Fidel Castro recorda em seu texto que os golpistas não contam com o respaldo dos Estados Unidos, que apoiou muitos golpes de Estado na América Central durante a guerra fria.

“Até a senhora (Secretária de Estado dos EUA, Hillary) Clinton declarou já em horas da tarde que Zelaya é o único presidente de Honduras, e os golpistas hondurenhos nem sequer respiram sem o apoio dos Estados Unidos”, escreveu.

Irmão de Fidel, o presidente cubano Raúl Castro condenou no domingo o golpe contra Zelaya, qualificando-o de brutal. “A época das ditaduras militares na América Latina já passou”, havia dito mais cedo o chanceler cubano Bruno Rodríguez.

Zelaya foi levado à força para a Costa Rica, após ter sido sacado da residência presidencial por militares.

Confira a íntegra do artigo:

Um erro suicida – Reflexões do companheiro Fidel Continue lendo este tópico »

Honduras: direita monta golpe de Estado sob capa de legalidade

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos, Política | 29/06/2009 às 15:25

Max Altman*

Presidente constitucional de Honduras, José Manuel Zelaya (Foto: AFP)

Presidente constitucional de Honduras, José Manuel Zelaya (Foto: AFP)

Desde que se assinou o TLC (Tratado de Livre Comércio) com os Estados Unidos em 2005, os movimentos populares de Honduras começaram a travar a luta contra os seus efeitos. Nesse mesmo ano assistiram à batalha de toda a América Latina contra a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) e perceberam que estavam abrindo mão da soberania e dos recursos naturais do país. Depois da assinatura do tratado, o Estado hondurenho perdeu o controle dos serviços públicos, a saúde, a educação e as obras públicas, restando em suas mãos um reduzido número de setores.

Honduras viu que em seu vizinho a sudeste, Nicarágua, a FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), liderada por Daniel Ortega, chegava ao poder em janeiro de 2007 pelo voto popular com base em um programa democrático-popular. Dois anos e meio depois, assistiu a seu vizinho de sudoeste, El Salvador, levar ao poder, também pelo voto do povo, à FMNL (Farabundo Marti de Libertação Nacional), tendo à frente Mauricio Funes, derrotando as forças da direita que há 20 anos governavam o país, com base em plataforma para atender às necessidades básicas do povo pobre. Continue lendo este tópico »

Honduras, os golpistas não são autodidatas

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos, Política | 29/06/2009 às 15:03

Gilson Caroni Filho*

“Exijo do TSE que deixe de artimanhas e comece a contar os votos. Se este Tribunal não começar a contar os votos, marcharemos até ele para exigir isto”. Foi com essas palavras que o então candidato do Partido Nacional, Porfírio Lobo, reagiu às projeções do presidente do Supremo Tribunal Eleitoral, Aristides Mejia, que apontava Manuel Zelaya como virtual vencedor das eleições presidenciais de 2005. O tom de inconformismo não escondia o viés golpista que seria adotado pela oposição hondurenha, culminando na quartelada de domingo que expulsou Zelaya do país. Continue lendo este tópico »

O valor das medalhas

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos, Caderno de Aulas | 19/05/2009 às 0:09

Bandeira do Brasil

A Revista Veja publicou em setembro de 2008, um artigo da escritora Lya Luft, intitulado “O que valem as medalhas?“, através do qual a autora faz uma avaliação do comportamento do público, do clube e da mídia em relação ao desempenho dos nossos atletas. Porém, estando ainda sob o clima do XXIX Jogos Olímpicos de Pequim transcorridos pelo mês de agosto daquele ano, ela me parece tê-lo escrito com a silhueta de Diego Hipólito chorando e pedindo desculpas por não ter conseguido uma tão esperada e merecida medalha olímpica, e por isso, talvez, peque por excessos de emoção, diminuindo a qualidade de seu conteúdo. Consideremos existir uma extrema cobrança sobre os atletas, apesar de atuarem com sacrifícios e dores inimagináveis, mas igualá-los a “gladiadores” e a crítica às “feras”, a meu ver, perpassa os limites da efetividade. Continue lendo este tópico »

Lei obriga políticos eleitos matricularem seus filhos em escolas públicas

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos, Educação | 10/04/2009 às 22:00

O título desta matéria seria verídico se fosse hoje o dia da mentira, mas, infelizmente, a ordem dos números – 1 e 0 – altera o fator data. Na realidade, há quase 2 anos, tramita no Senado Federal um projeto de lei que “determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014″.

O Projeto de Lei do Senado, n° 480, de 2007, é de autoria do Senador Cristóvam Buarque, para quem “se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente”. Continue lendo este tópico »

Não é qualquer carnaval

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos | 09/03/2009 às 18:52

Renan Ribeiro de Araújo – Advogado (renanadvocacia@hotmail.com)
09/03/2009

Caça Cabaços, Depois Eu Digo, Mesma Laia, Caçacheiros, Liseu, Cú de Cana, Zueira e vários outros conformam blocos carnavalescos organizados. Todas as tardes, munidos de trator e carritela, enfileiram-se no corso que segue atrás do Trio Elétrico. Cada agrupamento com mais mel e bebida alcoólica que o outro. Similarmente animados, seguem embalados pelo axé. O Radiola de Ficha, com Baltazar e as dançarinas; e o Brega da Luz Vermelha, animado por Cláudio Galeno, marcaram presença com músicas de roedeira. Pra mim, caro leitor, o melhor do entrudo macauense, que junta dezenas de milhares de foliões, é a multidão de gente que se conhece. O reencontro amplo, geral e irrestrito. Informal, despojado, irreverente, alegre e divertido. Continue lendo este tópico »

Tribunal de guerra para Bush

Por Isaac Ribeiro | Categoria(s): Artigos, Política | 23/12/2008 às 3:36

Rogério Marques – Jornalista

Parece que foi Millôr Fernandes que uma vez disse: “Jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”. Se não foi ele não importa, mas a frase é boa. Significa dizer: você, jornalista, precisa ter olhar crítico para não comer gato por lebre. Como formadores de opinião, se comemos gato por lebre fazemos com que o leitor/ouvinte/telespectador também coma, com todas as conseqüências daí resultantes.

Digo isso depois de ler alguns jornais e percorrer alguns sites de notícias no domingo 21/12. A semana inteira ficou-se discutindo se o jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi agiu corretamente ou não ao arremessar seus sapatos no Bush. Mas nesses últimos dias da era Bush o que a imprensa e o mundo deveriam estar discutindo era se o presidente americano deveria ser julgado por um tribunal internacional contra crimes de guerra, em vez de botar o pijama e gozar sua aposentadoria.

Fala-se em 100 mil civis mortos no Iraque, país invadido e destruído por ordem de Bush, com base numa mentira já comprovada. Mentira que, tudo indica, escondia interesses econômicos. Centenas desses mortos eram crianças e idosos. O número de civis mutilados e com a vida familiar destruída pela guerra é imenso. Um país foi arrasado e levará décadas para se reerguer. Continue lendo este tópico »